19 junho 2012

Beja rendez-vous


O VIII FIBDB fechou portas há duas semanas. Apesar das dificuldades orçamentais sentidas pela direcção e consequências daí derivadas ao usual funcionamento do festival, consta que o resultado foi positivo. Um brinde à organização e a todos os envolvidos por não deixarem cair um tão querido e necessário evento no panorama do país e, desde já, votos de boa programação em 2013!
Infelizmente, mercê de uma série de noitadas para trabalho e estando no pico de uma constipação (sem esquecer ter tido de fazer uma directa na madrugada anterior!) não estava nos meus melhores dias no fim-de-semana de abertura, em que lá estive. Todavia, não quis deixar de guardar algumas memórias do espaço e exposições…

The VIII Beja’s Comics Festival ended two weeks ago. Amidst the budgetary hardships felt by the management, it seems it went fairly well, all things considering. A toast to the organizers and all others involved, for not letting die this dear and needed event in the country’s comic scene, and best wishes for 2013’s program! Unfortunately, after a slew of working nights and being at the peak of a cold (and also not having slept at well in the previous night!), I was in bad shape when I went there, in the opening week-end. Still, I managed some shots of the space and exhibits…

A entrada da Casa da Cultura, com desenhos e prints do acervo da Bedeteca de Beja, e o espaço comercial.
The Cultural Building’s entrance, with drawings and print owned by Beja’s Comics Library, and the commercial area.



A mostra da ilustradora Maria João Worm, a vencedora do Prémio Nacional de Ilustração deste ano, seguida da fantástica colectiva “Traços Comuns”, do coleccionador e crítico Domingos Isabelino, com pranchas, pinturas e esboços de vários autores renomados.
The exhibit of this years’ National Illustration Award, Maria João Worm, followed by the amazing show “Common Traces”, by private collector and critic Domingos Isabelino, with artboards, paintings and sketches from various renown comics authors.






A expo individual do veteran autor brasileio, Julio Shimamoto, e a colectiva de autores portugueses em celebração da imortal criação de Hugo Pratt, Corto Maltese.
Brazilian veteran author Julio Shimamoto’s individual exhibit, and a collective of Portuguese artists celebrating Hugo Pratt’s immortal creation, Corto Maltese.




Para mim, esta próxima foi a mais conseguida expo deste ano, figurando o percurso autoral do amigo e ex-colega Eliseu “Zeu” Gouveia, repleta de pranchas que me levaram aos tempos do Fantasia Estúdio, e novas BDs, das suas edições no mercado EUA.
For me, this next one was the this year’s best exhibit, featuring the works of my friend and ex-colleague Eliseu “Zeu” Gouveia, filled with artboards that sent me back to the time of our Fantasia Studios, and newer pages, from his USA market editions.




No 1º piso, o destaque à excelente autora Carla Rodrigues, paredes meias com outro promissor autor, Diogo Carvalho
In the 1st floor, spotlight in excellent author Carla Rodrigues, sharing room with another promissing artist, Diogo Carvalho



…E ainda, as exposições dedicadas ao autor/editor Pepedelrey (Go Pepe!) e ao argumentista André Oliveira, do projecto Zona, que marcou a diferença no festival e nos deu um vislumbre ao processo criativo, expondo os guiões junto com os trabalhos.
…And the exhibits dedicated to author/publisher Pepedelrey (Go Pepe!) and writer André Oliveira, from the Zona project, which stood out in the festival and gave us a look into his creative process, showcasing his scripts next to the resulting artworks.





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15 junho 2012

O Infante Portugal vol.3 – Amostras | Samples


Seguem amostras d’O Infante Portugal, com imagens de Capas de Capítulo e páginas da Galeria de Extras, com trabalhos meus e da Susana Resende.


Fora as ilustrações em si, é de salientar a parceria com que fizemos algumas imagens, um artifício pelo qual quisemos insinuar à “passagem da tocha” em matéria de autoria e protagonismo das personagens. Tendo eu assumido a representação do herói titular, criado pelo mestre José Garcês, assinei aqui as capas de capítulo do livro; mas em todas elas, sempre que há representações de figuras ou cenários espectrais, esse pelouro coube à Susana desenhar, por ter sido quem criou a Aurora Boreal, personagem que se move nessas dimensões e depois assume o protagonismo, no final da trilogia (…e mais não digo, têm de ler!).

 

Esta divisão de representação de “realidades” foi concluída nas ilustrações dos dois últimos capítulos e proporcionou uma mescla de traços engraçada de fazer, resultando bem nalguns casos. A linha expressiva da Susana, inspirada nas gravuras do séc. XIX, ajudou ao aspecto místico das cenas, ao passo que o meu traço mais realista saiu melhorado nessas colaborações. (Podem ver alguns esboços preliminares da Susana, aqui).




Here are some samples from O Infante Portugal, with Chapter’s interior covers and pages from a Gallery of Extras, showcasing works by myself and Susana Resende.
Illustrations aside, I’d like to point out the partnering with which we did some images, a gimmick through which we tried to hint the “passing of the torch”, in authorship and characters protagonism wise: having taken on the title character’s representation, created by master José Garcês, I drew the chapter covers in the book; but in all of those, whenever a spectral figure or setting is shown, that fell in Susana’s field to draw, given she’s who created Aurora Boreal, the new character that moves within those dimensions and later assumes the protagonism, towards the end of the trilogy (…and that’s all you’re gonna get from me!)
That division of reality’s representation wraped-up in the two final chapters and provided a mix of styles kind’a fun to do, and worked out well in some cases. Susana’s expressive lines, partially inspired in 19th century illustration engravings, helped the mystic feel of those scenes, while my more realistic drawings got improved in those collaborations. (Check out some of Susana’s preliminary sketches, here).


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14 junho 2012

O Infante Portugal e As Sombras Mutantes [Apenas Livros; 2012]


Apresentada no VIII Festival Internacional BD de Beja, esta derradeira jornada d’O Infante Portugal encerra uma trilogia por José de Matos-Cruz, e inclui imagens alusivas por autores veteranos da banda desenhada portuguesa e ilustres novos talentos.
Aparecido em 2007 sob chancela Kafre, do autor, o livro inaugural (O Infante Portugal e As Tramóias Capitais) foi reeditado pela Apenas Livros em 2010, a par com a publicação da segunda jornada (O Infante Portugal e A Íntima Capitulação), e tiveram lançamento no 21º Amadora BD. A saga, inspirada pela mitologia mágica nacional e, também, uma ode ao mundo de super-heróis e seus antagonistas, joga com cânones conhecidos do público, ao narrar as aventuras da personagem referencial nos meandros do submundo e de místicas intrigas lusitanas, e a sua identidade secreta - o impecável advogado Rui Ruivo - não passa desapercebida. Aqui, Lisboa é uma cidade imaginária, intemporal, onde se entrecruzam ou entrechocam alfacinhas solitários, vadios e boémios, cidadãos ilustres, paladinos fantásticos, jornalistas e filósofos, inquietos exilados, mulheres prodigiosas, infandos malfeitores e políticos ubíquos…


Sinopse: A rotina sibilina de Lisboa é, imprevistamente, perturbada pela súbita ausência de Nero Faial, o impecável Curador da Fundação de Artes Narcisistas. Movem-se, então, ambições e frustrações – a par com bizarras aparências e intrusões, cuja evocação ou revelação abala a vivência e a memória de gente influente ou dos heróis urbanos. Um primordial Infante Portugal estranha, sobretudo, o inquietante apagamento de Vulcão – o seu mais implacável adversário, e paradoxal líder do submundo. E, como Rui Ruivo, perspectiva – no virtual ponto de intercepção entre aquela figura pública e este mestre marginal – uma subversão alegórica da realidade social e legal, que irá pôr em risco o próprio equilíbrio na vigência do tempo sobre a natureza das pessoas.
Ciclos, mutações. Segredos a descoberto, espíritos desprotegidos. Assim, sobrevém a decadência, crispam-se os desígnios – que, desafiando a dimensão mítica e prosaica, avassalarão o conflito entre luzes e trevas, numa vertigem onírica, irreversível. Suscitando turbulências, subjugando expectativas. Evoluindo a volúpia de outros prodígios e inquietudes…
Tormento, expiação. Sombras volúveis que se adensam sobre a hibridez diurna, espectros suspensos à deriva na fugaz cintilação do caos. A meio de um labirinto sem princípio nem destino. E o mistério da evidência ou da renúncia num coração justiceiro. Entretanto, em tal crepúsculo aventuresco e imaginário, emerge o fulgor épico de Aurora Boreal – um misto fabuloso de candura e acinte, de arrebato e paroxismo, ao vibrar o elã cósmico com a matriz humana.


O Infante Portugal e As Sombras Mutantes (Apenas Livros), por José de Matos-Cruz*, é ilustrado por Daniel Maia e Susana Resende, e Daniel Henriques como arte-finalista convidado. Participam, também, vários artistas de renome e diversos novos talentos, com visões alternativas e criativas do protagonista: Isabel Aboim, Filipe Abranches, Renato Abreu, Teotónio Agostinho, João Amaral, Ana Biscaia, Cação Biscaia, Richard Câmara, João David, Luís Diferr, Fernando Filipe, Sara Franco, José Garcês, Catherine Labey, Zé Manel, J.Mascarenhas, Pedro Massano, Baptista Mendes, Fernando Vilhena de Mendonça, Victor Mesquita, Susa Monteiro, Nuno Pereira, André Ruivo, José Ruy, Eugénio Silva, Augusto Trigo, Maria João Worm e Carlos ‘Zíngaro’.

*Sobre o autor: JOSÉ DE MATOS-CRUZ nasceu em Mortágua (1947) e licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra (1973). Foi um dos pioneiros na divulgação da banda desenhada em Portugal, começando por editar um dos nossos primeiros fanzines, Copra (1972), e por co-fundar em Coimbra o grupo Boomovimento, que organizou uma das originais manifestações de BD do país, o designado I Encontro de Banda Desenhada Nacional (1973), na Figueira da Foz, além de promover vários eventos que sedimentaram a BD entre nós. Já em Lisboa, esteve na fundação do Clube Português de Banda Desenhada (1976), entre outros com Franklin Ferreira da Silva, e colaborou em diversas publicações estrangeiras (como El Globo, ¡Bang!, Comics Camp/Comics In, Sunday – Espanha, Il Fumetto – Itália, Falatoff – França).  
É também editor de livros de poesia e prosa pela sua chancela, Kafre, tendo feito crítica de cinema e de BD em jornais e revistas desde os anos ’60; mais tarde, especializou-se com a coluna Quadradinhos no jornal A Capital (1983-2004) e em textos de investigação n’O Mosquito e álbuns das editoras Futura e Eseuve (Espanha), além de fundar e dirigir revistas de BD (Ploc!, Aleph), e colaborar regularmente no célebre Mundo de Aventuras. Mais recentemente, participou nos livros Vasco Granja: Uma Vida …1000 Imagens (Asa) e Fadas Láureas (Prime Books). Com uma extensa bibliografia, em edições individuais e colectivas, trabalhou na Cinemateca Portuguesa, sendo responsável pela Filmografia Portuguesa. Ainda no campo do audiovisual, foi precursor da áudio-descrição e assessor de produção e de programação na RTP, além de professor convidado na Escola Superior de Teatro e Cinema e docente na Licenciatura de Cinema da Universidade Moderna.
De volta à BD, reviveu a personagem de O Infante Portugal/Rui Ruivo – criada originalmente num conto de Os SobreNaturais, sequela ao livro Os EntreTantos (2003) – em saga com auto-edição por Kafre (2007), expandida e culminante na trilogia pela Apenas Livros. Pelo contributo para a BD portuguesa e percurso de carreira, recebeu o Troféu do Júri do VIII Troféus Central Comics (2011), uma das várias distinções que tem granjeado pela dedicação às artes e às letras.

O Infante Portugal e As Sombras Mutantes
(Apenas Livros)
Autor: José de Matos-Cruz
Ilustrações: Daniel Maia, Susana Resende e outros
1ª Edição: Abril de 2012
Dept. Legal: 343759/12 | ISBN: 978-989-618-368-4
Livro de Prosa ilustrada | 164 páginas | PVP: 12,00€
(Ver o Trailer promocional)

29 maio 2012

O (último) Infante Portugal | The (last) Infante Portugal


Apresentado no Domingo (27/05) no VIII FIBDB, por mim e a ilustradora Susana Resende, aqui ficam as primeiras fotos do novo livro d’O Infante Portugal, de (uma das lendas da banda desenhada portuguesa) José de Matos-Cruz, que encerra a trilogia. Mais detalhes em breve!

Presented Sunday (27/05) at the VIII Beja’s International Comics Festival, by myself and fellow illustrator Susana Resende, here’s the first photos of the new The Infante Portugal book, by author (and Portuguese comics legend) José de Matos-Cruz, which closes the trilogy. More details soon!

 


25 maio 2012

VIII FIBDB


Entre 26 de Maio e 10 de Junho, Beja volta a fazer uma festa em torno da BD, com presença de autores do Mundo inteiro.
Apesar de incertezas sobre a continuação do festival, devido à recessão e outros factores adversos, a abertura das portas do VIII Festival Internacional BD de Beja (FIBDB) este fim-de-semana de novo atesta à dedicação e esmero do director Paulo Monteiro e colaboradores da Bedeteca de Beja em continuar a realizar um dos maiores eventos da banda desenhada no país. O FIBDB, nunca é demais sublinhar, mudou a face dos certames do género em Portugal e tem vindo a superar-se em anos recentes, proporcionando cada vez mais e melhores mostras. Também este ano reuniram um conjunto diversificado de exposições onde qualquer leitor irá encontrar obras e autores do seu agrado, e uma programação repleta de lançamentos, debates, projecções e sessões de autógrafos, entre outros.

O FIBDB estende-se pela Casa da Cultura de Beja e preenche o fim-de-semana da inauguração com apresentações, lançamento de livros, sessões de autógrafos, debates, cinema, música, visitas guiadas, etc, só terminando no dia 10 de Junho, mantendo no entretanto o Mercado do Livro, que figuram praticamente todos os editores nacionais, das maiores chancelas a vários fanzines.
Durante estes 15 dias estarão patentes ao público 10 exposições e 2 mostras, com pranchas de BD e desenhos de autores tão conceituados como Alberto Breccia, Dave McKean ou Harold Foster, e também com trabalhos de autores que começam agora a emergir na área, como Carla Rodrigues ou Diogo Carvalho. Aqui vos listamos as exposições e os autores…


EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:

ANDRÉ OLIVEIRA (Portugal), jovem argumentista de BD e colunista, que integra o colectivo Zona e a Associação Tentáculo;
CARLA RODRIGUES (Portugal), um novo talento nacional descoberto nos Zona, co-autora da rúbrica A Garagem de Kubrik;
ELISEU GOUVEIA (Portugal), autor especializado em temas do horror e fantástico, editados em vários comics americanos;


DE BEJA A ANGOULÊME - 18 Horas de Comboio (Portugal), uma exposição de fotografia por Francisco Paixão;
JÚLIO SHIMAMOTO – O Samurai dos Quadradinhos (Brasil), autor brasileiro de descendência nipónica, criador de Mushashi;


MARIA JOÃO WORM (Portugal), autora profissional de livros juvenis e vencedora do 16º Prémio Nacional de Ilustração;
PEPEDELREY (Portugal), autor/editor independente, que apresenta o seu mais recente trabalho no VIII FIBDB, “Amor”;


EXPOSIÇÕES COLECTIVAS:

TRAÇOS COMUNS: ARTE ORIGINAL DA COLECÇÃO DE DOMINGOS ISABELINHO (Vários países), onde constam nome como Al Columbia (EUA), Al Smith (EUA), Alberto Breccia (Uruguai), Aristophane (França), Arturo del Castillo (Chile), Barron Storey (EUA), Bud Fisher (EUA), Carl Barks (EUA), Carlos Roume & Héctor Germán Oesterheld (Argentina), Chester Brown (Canadá), Chris Ware (EUA), Clare Briggs (EUA), Dave McKean (Reino Unido), David Wright (Reino Unido), Eddie Campbell (Reino Unido), Eddie Campbell & Alan Moore (Reino Unido), Frank Godwin (EUA), Fred (França), George McManus (EUA), Guido Buzzelli (Itália), Hal Foster (Canadá), Jaime Hernandez (EUA), Joe Matt (EUA), José Luis Salinas (Argentina) & Rod Reed (EUA), Kyle Baker (EUA), Tony Weare (Reino Unido) e Tony Weare & James Edgar (Reino Unido);

CORTO MALTESE NO SÉCULO XXI (Portugal), uma exposição dos trabalhos incluídos no fanzine Efeméride, de Geraldes Lino, como Alice Geirinhas, Álvaro, Ana Madureira, André Ruivo, Andreia Rechena, Arlindo Fagundes, Carlos Páscoa, Carlos Zíngaro, Daniel Lopes, David Campos, Miguel Falcato, Ricardo Ferrand, Filipe Abranches, JCoelho (Des.) & David Soares (Arg.), J. Mascarenhas, Joana Afonso, João Chambel, João Sequeira (Des.) & Luís Pedro Cruz (Arg.), José Lopes, José Pedro Costa, João Lam, Luís Guerreiro, Machado-Dias, Marco Mendes, Maria João Careto, Mota, Nazaré Álvares, Nuno Saraiva, Paulo Monteiro, Pedro Massano, Pedro Nogueira, Pepedelrey, Regina Pessoa, Renato Abreu, Ricardo Cabral, Ricardo Cabrita, Ricardo Santos, Roberto Macedo Alves, Rui Pimentel, Susa Monteiro, Tiago Baptista, Vasco Gargalo e Victor Mesquita;

ORIGINAIS E SERIGRAFIAS DA BEDETECA DE BEJA (Vários países), figurando os autores Alberto Vázquez (Espanha), Alexander Zograf (Sérvia), Andrea Bruno (Itália), André Caetano (Portugal), Artur Correia (Portugal), Carlos Rocha (Portugal), Craig Thompson (EUA), Dave McKean (Reino Unido), David B. (França), David Rubín (Espanha), Fabio Civitelli (Itália), Fábio Moon (Brasil), Fernando Gonsales (Brasil), Fernando Relvas (Portugal), Fritz (Espanha), Gabriel Bá (Brasil), Gary Erskine (Reino Unido), Gisela Martins & Sara Ferreira (Portugal), Hermann (Bélgica), Hypollite (França), Jakob Klemencic (Eslovénia), João Lam (Portugal), José Manuel Saraiva (Portugal), Lourenço Mutarelli (Brasil), Loustal (França), Martin tom Dieck (Alemanha), Maria João Careto & André Oliveira (Portugal), Max (Espanha), Miguel Rocha (Portugal), Niko Henrichon (Canadá), Rufus Dayglo (Reino Unido), Susa Monteiro (Portugal), Ulf K. (Alemanha), Véte (Portugal) e Zé Francisco (Portugal);


MOSTRAS:

DIOGO CARVALHO (Portugal), apresentando o projecto Obscurum Nocturnus;
RUI LACAS (Portugal), apresentando o seu novo álbum, Hän Solo.


24 maio 2012

Banner in Central Comics #2


Volvido um mês, eis mais um passo na “campanha viral” do 3º volume d’O Infante Portugal, de José de Matos-Cruz, com este novo banner no portal Central Comics. Desta vez, a misteriosa nova personagem deu lugar aos conhecidos Infante Portugal (esq) e ao seu antecessor, o Condestável Lusitano (drta).
Aproveito para dizer que o livro já chegou e está prestes a começar as rondas de distribuição e divulgação, começando pelo lançamento no VIII Festival Internacional BD de Beja, já no dia 27 Maio, Domingo. Mas sobre isso em breve falarei melhor;)


A month has passed and here’s another “viral marketing” step for the Infante Portugal’s 3rd volume, by author José de Matos-Cruz, with this new banner at Central Comics’ portal. This time, the mysterious new character gave way to the better known Infante Portugal himself (left) and his predecessor, Condestável Lusitano (right).
Also, the book is here and will soon begin distribution and promotion rounds, starting with its launch at 8th Beja’s International Comics Festival (FIBDB), next Sunday, 27th of May. But concerning that I’ll digress further sometime soon;)

10 maio 2012

Sugar-dealer


Acho que isto cai no âmbito de “ilustrações interventivas”: um amigo, que trabalha numa conhecida fábrica de produtos pasteleiros, pediu-me em Dezembro para lhe fazer um desenho que criticasse veladamente, de modo gozão, os dispositivos actuais que monitorizam via GPS os percursos dos vendedores nas suas rondas, para ele colocar pela empresa. Aparentemente, esse controlo tem-se tornado num entretém para as chefias – e daí ter criado o paralelismo à Playstation… “BUUURRRNNnn!”



I believe this falls under “interventionist illustrations”: a friend, who works for a known Portuguese pastries brand, asked me last December to come up with a drawing that would covertly criticize, in a joky fashion, the current devices that monitor through GPS the rounds made by the sellers, for him to post around the company. Apparently, those controls have lately become an entertainment for the bosses – hence my making a reference to Playstation… “BUUURRRNNnn!”

06 maio 2012

Shootingboard Sapo - Music Box


Com tantos visionamentos ontem, aproveito e mostro mais storyboards…! Um trabalho publicitário de 2010, este shooting-board para a Sapo visou anunciar a campanha Music Box. Dada a componente CGI nestes spots, ao contrário doutros filmes a ideia inicial chegou ao fim da linha de produção tal como fora imaginada, com só algumas mudanças criativas; a saber, as referências originais eram Júlio Iglésias (em transe, como habitual), Shakira (a cantar a música do Mundial de África), Andre 3000 dos Outkast (a mexer-se ao som de “Heya!”) e Angus Young dos AC/DC (nos seus pulos trademark).
Curti o desafio de fazer o Sapo naquelas poses particulares, a cantar playback – deu que fazer… Para demarcar o Sapo CGI do fundo “real”, usei rotoscopia para desenhar os cenários, tarefa que depois passou para a minha colega Susana Resende quando me pediram para modelar a mascote com cor. Esta composição em forma de prancha de BD foi feita para propósito deste post.











With so many viewings yesterday, I’m taking the chance to show more storyboards…! An advertising work from 2010, this shooting-board for Sapo (“Frog”) was made to announce their Music Box campaign. Given the CGI involved in these spots, unlike other films the initial idea reached the end of the production pretty much as it was imagined, with just a few creative tweaks; meaning, the original references were Julio Iglesias (dancing in a transe, as usual), Shakira (singing the African Soccer Championship’s song), Outkast’s Andre 3000 (shaking to the sound of “Heya!”) and AC/DC’s Angus Young (with his trademark skips).
I got a kick out of the challenge of putting the Frog in those particular poses, doing playback – took some doing… To separate the CGI Frog from the “real” settings, I used rotoscopy to draw the backgrounds, a task that was passed to my colleague Susana Resende when I was asked afterwards to color the mascot. This composition into a comic page shape was done for this post.


Links:

05 maio 2012

MEOwww dos Gato Fedorento


Do ano passado, estes storyboards (aqui montados em forma de pranchas de BD) foram feitos para novos ‘spots da Meo, figurando os comediantes Gato Fedorento, em todo o seu esplendor acolchoado!… Os anteriores anúncios tinham sido uma produção quasi-hollywoodesca e a produtora quis tentar algo diferente, indo às raízes dos humoristas: low budget, big laughs… Muita da criação é deixada aos próprios ‘Gatos, mas a agência quis levar para o ‘set algumas ideias consumadas, que mais não fosse para lhes estimular a invenção.
Não assinei a totalidade de sequências desta campanha, mas estes dois trabalhos foram feitos num dia (daí o resultado tosco), com base em guiões fornecidos pelo realizador Ricardo de Almeida. Abaixo mostro clips dos anúncios produzidos na fornada.


From last year, these storyboards (here displayed in comic pages form) were done for a new series of advertising spots for Meo, featuring the comedians Gato Fedorento (“Smelly Cat”), in all their armored splendor!… The previous spots had been done in a near-hollywood level production and the producers wanted to try something different, going to the humorists’ roots: low budget, big laughs… Much of the creation was left to the ‘Cats themselves, but the agency needed to take some finished ideas to the set, to stimulate their inventiveness.
I didn’t do all the sequences for this campaign, but these two works were made over a day (hence the lowlier results), based on the scripts by the director Ricardo de Almeida. Below, there are some of the clips from the spots produced from this batch.



03 maio 2012

Criação-à-Solta sketch

Outro lote de esboços, do ano passado, relativos ao projecto de intervenção Criação à Solta. Sem dar muito a perder, a ideia foi pegar nas mitologias e cânones dos super-heróis para fazer mensagens de consciencialização social e crítica política (bastante precisada cá para os meus lados, a meu ver…), enquanto simultaneamente se criavam várias novas fantásticas personagens originais para o universo da BD ‘tuga.
Infelizmente, após reunir a participação de vários autores portugueses de comics, a iniciativa falhou em conseguir as parcerias necessárias para se concretizar. Talvez ainda haja esperança, mas creio que por ora ficou suspensa, pelo que só mostro estes esboços dos trabalhos em progresso. Não são nada de mais, só esboços preliminares para aquecer para os mais inventivos…



Another batch of sketches, from last year, pertaining to an intervention project Criação à Solta (Loose Creativity). Without giving too much away, the idea was to call on superhero mythologies and cannon to deliver social awareness messages and political criticism (sorely needed in my neck of the woods, if you ask me…), while creating several great new original characters for the Portuguese comics’ lore.
Unfortunately, after gathering many of Portugal’s comics’ artists to pitch in, it failed to get the necessary funding to move forward. Maybe there’s still hope, but I believe it’s on stand-by for now, so all I’m able to show are these WiP doodles. They’re nothing much, just preliminary sketches to warm up for the real inventive stuff…